Ensino de programação nas escolas. Estímulo e novos saberes

Programação nas escolas

O especialista e pesquisador João Vilhete defende o ensino da programação nas escolas

Antigamente a sociedade sentia a necessidade de aprender a falar outra língua, especialmente o inglês, tal atitude poderia representar um diferencial na vida e na carreira de quem escolhesse tal caminho.

  • Atualmente com advento de novas tecnologias de linguagem como as de programação, é possível perceber a necessidade de inserção da programação nas escolas como uma maneira de compreender o que está por trás das principais tecnologias, bem como facilitar o acesso e contextualizar o aprendizado adquirido na escola. Para o professor e pesquisador da Unicamp João Vilhete, ensinar programação para as crianças é o mesmo que “ensinar a pensar”.

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Programação nas escolas

Para João Vilhete o ensino da programação nas escolas é imprescindível para que nossos jovens desenvolvam sua criatividade e sua capacidade de resolver situações complexas e problemas. Com o ensino da programação é possível colocar em prática muitas teorias que são ensinadas em interdisciplinarmente abrangendo assim todas as disciplinas do currículo escolar

  • A programação é usada como criadora de contextos, sem considerar o isolamento do aprendizado de como acionar motores e engrenagens. “A robótica é um estímulo para buscar novos saberes. Aprender fazendo diversifica a forma de aprender, quando uma situação está num contexto que permite testar possibilidades e hipóteses. Para programar é preciso criatividade” afirmou o pesquisador.

A empresa de programação e robótica “LiberRobótica”, estimula o ensino de crianças e jovens oferecendo um  curso itinerante de programação e criação de robôs de Minas Gerais.

Para a Empresa é necessário que as crianças tenham condições de reconhecer símbolos e interagir com recursos digitais, robôs e outros meios de tecnologia.

  • Em entrevista o professor Liberato Ferreira da Silva da empresa LiberRobótica afirmou que: um dos principais pontos a ser superado por educadores e gestores de escolas de são os custos para implementar essas disciplinas. Para aliviar o preço, Silva aposta no reaproveitamento de materiais, utilizando lixo digital disponível para criar mais equipamentos com pouco gasto. Aliado a isso a LiberRobótica possui um caminhão-laboratório para atender escolas, ONGs ou empresas que se interessem em contratar o curso que poderá funcionar dentro do seu laboratório ambulante.
  • A empresa MetaMáquina também defende o ensino de programação e robótica a empresa utiliza de produtos de baixo custo, como impressoras 3D, hardware e softwares livres para popularizar o estudo de programação. “Desde a relação direta com física, envolvendo correntes elétricas e mecânica, até oficinas de geometria espacial, modelando e imprimindo formas geométricas diversas, além da possibilidade de aprender, por meio de aulas de programação, a escrever softwares que possam operar a máquina”, diz Filipe Moura, um dos fundadores da empresa.

Mais um ponto a favor do ensino da programação está no fato de que ela pode ser aplicada por crianças. Para Vilhete, “desde que as crianças tenham condições de reconhecer símbolos e interagir com recursos digitais, elas podem interagir com um robô”, mas como tudo na vida, é preciso um passo de cada vez. “Primeiro elas começam de forma simples, depois vão se aprofundando paulatinamente no ambiente de robótica que envolve concepção, construção, automação e controle do robô. Há muito tempo, desenvolvíamos atividades de montagens simples com crianças de 4 anos, hoje é possível começar mais cedo”, diz.

  • Prova disso está lá no projeto mineiro, que já atendeu alunos de 2 anos de idade. “Cada idade é um contexto, uma ação pedagógica diferente. Sempre busco trabalhar ações em grupos, estimular o aprendizado e a criação conjunta, conviver com projetos respeitando a ideia de projeto”, explica Silva. Para ele, o futuro do aprendizado está exatamente nisso: estimular a convivência e a criatividade. “A escola do futuro deve estimular o aluno a criar, fazer e investigar o que se cria. A tecnologia será a ferramenta desta ação”, diz.

Programação nas escolas

FONTE: http://noticias.terra.com.br/educacao/especialista-defende-ensino-de-programacao-nas-escolas,9a28d1c39b26f310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

Eduardo Pablo

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